PODCAST

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

ATENÇÃO PASTORES !!!!!!!!!!!!

Atenção Srs. Pastores do PRAT.

A Comissão Executiva do PRAT convoca o Concílio para se reunir Extraordinariamente em 13/02/2014 no horário das 20H00, nas dependências da Igreja Presbiteriana Unida de Suzano com a seguinte pauta única:
1) Eleger dois Presbíteros Regentes e dois Suplentes como Deputados ao Supremo Concílio 2014.
2) Designar Campo a Ministro recém ordenado.

Espero vê-los lá.

Em Cristo.

Rev. Mauro Sergio Aiello (Presidente PRAT 2014 e Secretário Presbiterial de Apoio Pastoral).

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

NOTA DE FALECIMENTO

PESAR E CONFIANÇA
Irmãos: permitam-me informar, com pesar, o falecimento do nosso irmão, Rev. Clói Marques (31.01.2014 pela manhã). Nosso lamento e pesar não é maior do que a nossa confiança em Deus de que esse irmão já atravessou para o lado de lá do rio da vida e descansa às margens da eternidade onde aguarda o dia de sua ressurreição na Volta Gloriosa daquele que o tomou pela mão e por seu sacrifício o conduziu até lá. A Deus, nosso Deus, Único e verdadeiro Deus, toda glória, honra, domínio hoje e pelo séculos dos séculos. (Aos familiares nossa solidariedade e oração por Consolo).

sábado, 25 de janeiro de 2014

O PASTOR E ELE MESMO

Como vai você? Não se trata da música do Roberto Carlos, aliás, muito bonita.

Pastor, eu quero saber como vai você, com você mesmo. Sim, com você, ou seja, como é que você se vê por dentro? Isso é muito importante porque se não estivermos bem por dentro, certamente essa situação, por mais que a ocultemos, irá se refletir em nossas palavras e ações. Somos assim como uma represa prestes a romper suas barragens e derramar, inundando tudo ao nosso redor.

Nesse sentido, certa feita, Jesus afirmou que a boca fala do que está cheio o coração. No livro dos Provérbios temos o seguinte dito: "O coração alegre, aformoseia o rosto". (Prov. 15.13) O que temos dentro de nós irá se manifestar, mais cedo ou mais tarde, por mais que tentemos conter, assim como uma represa se rompe quando o seu nível chega acima do que é programado para ela.

Certamente, todos devemos ter essa preocupação, sejam os Pastores ou ovelhas, pura e simplesmente falando. Sim, porque somos seres sociais, vivemos ao redor dos outros e sendo rodeados também. Se estamos bem por dentro, a probabilidade de nos darmos bem com as pessoas, em nossos relacionamentos, é muito maior.

Entretanto, na condição de Secretário Presbiterial de Apoio Pastoral, eu quero questionar você, amado irmão e colega de ministério e a mim mesmo, por que não: Como estamos nós conosco mesmo? Como nos vemos e nos entendemos? Qual o conceito que temos a nosso respeito? (Romanos 12.3) Se há alguém que deve estar de bem consigo mesmo, esse alguém é o Pastor de almas já que ele é responsável pelo cuidado, pastoreio, condição e suporte das ovelhas colocadas sob seus cuidados. Ora, é indiscutível que se estivermos com enormes conflitos internos isso irá redundar em prejuízo para nossos relacionamentos, como nos pronunciamos acima.

Há algumas orientações bíblica que tratam diretamente dessa questão e que tem me servido de ajuda de valor inestimável. Gostaria de compartilhar minha experiência com você.

1) Viva com base em princípios.
A Bíblia está repleta de princípios para a vida. Quando nos esforçamos, sob a ajuda do Espírito Santo, na observância desses princípios e procuramos com esmero viver por eles, já estamos dando um grande passo para que encontremos saúde para nossa alma. Santidade tem tudo a ver com sanidade. Quanto mais santificamos nossas vidas, mais sãos nos tornamos. A Bíblia é o espelho da alma e nela nos vemos refletidos como somos, sem máscaras e sem maquiagem.

2) Tenha um conceito equilibrado a respeito de sim mesmo.
Paulo deixa isso claro logo no início quando vai expor aos irmãos da Igreja de Roma os aspectos práticos da vida cristã. (Romanos 12.3). Desequilíbrio nessa questão é evidencia incontesti de que nossa fé é minuscula e fraca. Um auto-conceito equilibrado é útil, inclusive quando se trata de ver e entender os outros. O orgulho, a soberba, precedem a queda. O orgulho, o auto-conceito exagerado nos faz olhar para os outros com mais rigor do que olhamos para nós mesmo.

3) Não tente agradar a todos.
Quem quer agradar a todos, corre o sério risco de não agradar ninguém. O cristão deve viver para a glória de Deus, sob o temor de Deus, para agradar a Deus (Salmo 37.4). Se tua preocupação é agradar homens, pode acreditar que essa é uma tarefa inglória e que irá desembocar em conflitos. Paulo também diz no mesmo texto já citado da carta aos romanos: "...se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens". Seja prudente quanto a essa questão. Digo isso porque porque por diversas vezes eu era capaz de jurar que estava certo e que por isso não iria mudar de atitude, até que descobri, por obra do Espírito Santo, para minha surpresa, que eu estava equivocado e que havia nos labirintos de minha alma, alguma intenção oculta, inconfessada. Bem, tive que me render às evidências e a Palavra de Deus me levou a agir da forma contrária àquela que eu imaginva. Filtre o que você pensa e os seus valores, tudo que você fala e faz, pela Palavra de Deus, certamente isso poderá não agradar pessoas ao seu redor, mas irá agradar a Deus e isso é o que importa.

4) Controle sua ansiedade e lute em oração contra ela.
Você já deve ter ouvido o ditado popular que diz: "Colocar os pés pelas mãos", ou "O apressado come cru". Isso tem tudo a ver com ansiedade. É a ansiedade que nos leva pelos caminhos da impaciência. A ansiedade é uma das patologias mais comuns dos nossos dias e é exatamente por isso que encontramos um sem número de pessoas impacientes, com "pavio curto", como "um barril de pólvora" pronto a explodir e expalhar por toda parte. A ansiedade pode nos levar a agir de forma preciptada, intempestivamente.

5) Exercite o hábito devocional (Leitura Bíblica e Oração) para seu proveito e intimidade com Deus.
Às vezes, em períodos próximos às minha férias, eu brinco com as pessoas dizendo: - Nessas minhas férias não vou nem ler a Bíblia. Aqueles me ouvem estampam no rosto aquela surpresa e eu completo dizendo: - É que quando leio a Bíblia eu já penso em fazer um Sermão. Como disse é brincadeira. Em minha experiência cristã tenho percebido que os melhores períodos são aqueles nos quais eu oro mais e me humilho mais na presença de Deus. Os meus melhores sermões são aqueles frutos de minhas devocionais, ou seja, eu não me sentei para preparar o que dizer às ovelhas colocadas sob meus cuidados, eu me sentei com a Bíblia diante de mim para ouvir o que Deus tinha para dizer a mim em primeiro lugar. Como é possível alguém instruir crentes a ler a Bíblia e orar, se ele mesmo não pratica tais hábitos.

6) Instrua-se para alimentar os outros e não apenas para seu deleite intelectual.
O Púlpito não é uma tribuna onde o pregador expõe seus conhecimentos, ilustra sua intelectualidade, promove a admiração das pessoas. O Culto não é um Sarau onde o pregador tem a responsabilidade de sensibilizar as pessoas com seus escritos e discursos. O Púlpito, no dizer de C.H. Spurgeon, é o instrumento que oculta os joelhos trôpegos do pregador porque ele sabe que irá falar sobre o Deus revelado na Bíblia e que essa é uma tarefa por demais difícil e séria. O Culto é o momento no qual o fiel anseia ouvir a voz de Deus na exposição fiel das Sagradas Escrituras. A voz do Ministro tem que revelar humildade e severidade, sinceridade e profundidade, simplicidade e seriedade, juízo e amor, empatia e simpatia. 

Compreendo que a atividade Pastoral é uma honra e um privilégio, mas que representa, também, uma imensurável responsabilidade. O Pastor precisa ter em sua pele o odor das ovelhas. O Pastor precisa viver e sentir com suas ovelhas, sonhar com elas, sofrer com elas, crescer com elas. 

Como está você Pastor? Bem, espero que você esteja muito bem porque isso irá redundar em bençãos para as ovelhas que Deus colocou sob seus cuidados.


HUMILDADE - IMPOSSÍVEL, MAS NECESSÁRIA

A pessoa orgulhosa pensa que é o que na verdade não é. A pessoa humilde lamenta não ser o que deveria ser.

Jesus disse: “Bem-aventurados os humildes porque deles é o reino dos céus”. 
(Mateus 5.3)

            Temos que convir que ser humilde é uma tarefa enormemente difícil. Ser humilde é algo que contraria nossa natureza. Paulo, falando sobre os aspectos práticos da vida cristã, escreveu: “Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um”. (Romanos 12.3)

               Eu confesso que luto para ser humilde e quando eu consigo algum progresso já me torno orgulhoso por isso. É comum ouvirmos alguns dizerem: - Eu sou uma pessoa humilde. Bem, particularmente penso que uma pessoa humilde não precisa dizer que é humilde. Suas atitudes, a forma como vive, como trata as demais pessoas ao seu redor, demonstram se ela é mesmo humilde.

               É comum confundirmos humildade com simplicidade, carência financeira, intelectual. É comum ouvirmos dizer: - Fulano (ou fulana) é tão humilde. Você viu em que casa ele (ela) mora? - Beltrano é humilde; não sabe nem ler. Ainda que possamos utilizar o termo humildade para se referir a pessoas assim, não é esse tipo de humildade a que Jesus se refere. Conheço gente muito pobre, orgulhosa e por outro lado conheço gente rica, humilde.

               A questão toda é que a humildade é aquela virtude que possui uma pessoa que de verdade reconhece que tudo o que é e que tudo o que tem é pura e simplesmente fruto da graça e misericórdia tão notáveis nos atos da Providência Divina. Aliás, uma pessoa verdadeiramente humilde, nunca se deixa seduzir pela inveja. Uma pessoa realmente humilde é aquela que se notabiliza por possuir um coração encharcado de terna gratidão, primeiramente a Deus e depois aos seus semelhantes. Uma pessoa humilde é aquela que anda com os olhos fitos naquele que é o maior exemplo de humildade – Jesus. (Mateus 11.28-30 – Fil. 2.5-11) Olhar para Jesus como mestre é o primeiro passo a caminho da humildade. Olhar nosso próximo nos faz arrogantes. Quando olhamos para Jesus, nos humilhamos em ver que aquele que tudo possuía, abriu mão de tudo, ainda que temporariamente, para agradar o coração do seu pai. O orgulhoso olha para fora, com altivez, mas a pessoa humilde tem os olhos voltados para dentro de si. A pessoa orgulhosa se deixa seduzir pelos elogios, mas o humilde tem os pés no chão e não se ilude.  A pessoa orgulhosa gosta de ser servida, de ser vista e reverenciada, mas o humilde serve e se notabiliza por respeitar e considerar até os que lhe são inferiores econômica/social ou intelectualmente. A pessoa humilde nunca faz um bem esperando receber algo em troca. Ela simplesmente faz o bem porque isso lhe é prazeroso e natural.

               Temos que confessar: somos seres em constante reconstrução. Quiçá, Deus em sua abundante graça, nos abençoe assentando esse fundamento do caráter cristão; a humildade. Então não teremos do que nos orgulhar.  Então saberemos melhor quando ouvir ou falar, dar ou receber, sair ou entrar, perder ou vencer, viver e morrer.

quinta-feira, 21 de março de 2013

CALVINO HOJE

Uma das tarefas mais difíceis de se incumbir é tentar descrever determinados personagens do passado imaginando-os vivendo nos dias atuais.

Ao ver o quanto produziu Calvino, por exemplo, em termos de escritos, (cartas, prefácios de livros, literatura teológica, etc....) com os parcos recursos do seus dias ( a imprensa tinha sido inventada em 1500 dC), eu fico a imaginar o quanto ele não produziria nos dias de hoje com recursos avançadíssimos como computadores (desktop, notebooks, tablets).

A questão não é só escrever. Calvino teria todas as facilidades de pesquisa que não teve em seu tempo. Hoje, muitas dúvidas são sanadas com uma pesquisa no Google, por exemplo. Você vai ai Google, digita uma frase de sua pesquisa e muitas informações são disponibilizadas em fração de segundos, dependendo, é claro, da configuração do teu computador.

Mas eu fico imaginando em como o Reformador Francês encararia a vida devocional nos dias de hoje. Sim, porque não podemos nos esquecer que Calvino não é referência apenas na questão da sapiência e brilhantismo teológico. Ele o é também na vida devocional pessoal. Isso fica evidenciado quando o lemos. 
O que se sabe sobre sua vida devocional é extraordinário. Não tenho a menor sombra de dúvidas que ele exercitaria a devoção com maior afinco e avidez, se pensarmos que os dias de hoje estão mais próximos daqueles nos quais a volta de Cristo se aproxima e que são aqueles dias tão bem retratados por Paulo quando escreveu: "Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria mente...." (I Timóteo 4.1,2, ou "Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens, serão egoístas, avarentos, jactansiosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de sí, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes". II Timóteo 3.1-5
Assim não tenho nenhuma dúvida de que esse notável personagem do Cristianismo exercitaria uma vida de devoção muito mais intensa, e isso deve servir de modelo para nossas vidas, já que é fácil repetir os ditos de Calvino, o mais difícil mesmo é imitar sua forma de vida piedosa.
Na obra "Calvino e a Influência do Seu Pensamento" - Coleção Fundamentos Cristãos, o Dr. Rev. Alderi Souza de Matos registra o seguinte na página 28 da referida obra:
Em 2 de fevereiro de 1564, uma quarta-feira, poucos meses antes de falecer, Calvino pregou pela manhã sobre 1 Reis e à tarde fez sua 65ª preleção sobre Ezequiel. Ele concluiu essa preleção com a seguinte prece: "Concede, Deus todo-poderoso, visto que já entramos pela esperança no limiar de nossa eterna herança e sabemos que existe uma mansão garantida para nós no céu depois que Cristo ali foi recebido, ele que é nosso Cabeça e as primícias de nossa salvação, concede (digo) que possamos prosseguir mais no curso de tua santa vocação até que por fim alcancemos o alvo e assim desfrutemos a glória eterna da qual tu nos permites uma amostra neste mundo, pelo mesmo Cristo, nosso Senhor. Amém".
Calvino foi o homem do seu tempo. Nós somos os homens desse tempo. Ao pensamos em como o notável servo de Deus se comportaria nos dias de hoje, com os desafios diferentes, não na essência, mas em sua forma, serve-nos de desafio, pois temos a mais absoluta certeza de que ele se conduziria pelo promo da Palavra de Deus e do Deus da Palavra a quem serviu até a sua morte.
Que sua vida não seja apenas um desafio, mas uma inspiração hoje, para todos os Pastores e Ministros do Senhor.
Amém.

OVOS DE PÁSCOA?




E por algum acaso coelhos botam ovos? E ainda mais de chocolate? É óbvio que não! O ovo é um ícone antigo que simboliza o nascimento. É mais antigo que o próprio cristianismo. Foi o cristianismo que emprestou da cultura pagã essa idéia do nascimento. “Costumava-se pintar um ovo oco de galinha de cores bem alegres, pois a Páscoa é uma data festiva que comemora a ressurreição de Jesus Cristo, sendo o ovo um símbolo de nascimento. Outros povos como os gregos e os egípcios também coloriam ovos de galinha oco, porém em datas diferentes”. (Wikipédia)


Eu gosto, demais do ovo de Páscoa nem tanto pelo que representa e nem tampouco por aquilo que simboliza, mas porque são feitos de chocolate e eu gosto demais de chocolate. É óbvio que logo após degustar uma quantidade considerável dessa forma na qual o chocolate se apresenta eu sou visitado com glamour pela famosa enxaqueca. Mas terá valido a pena, sinceramente!


Nessa época do ano, no calendário litúrgico eu nem penso em Páscoa, e tampouco me preocupo com a questão dos tais ovos de chocolate. Páscoa é festa, celebração judáica e não cristã. A primeira Páscoa aconteceu quando Israel ainda era cativo no Egito. Foi exatamente quando Deus puniu o Egito com a décima praga que o mesmo Deus terrível em seu juízo se mostrou misericordioso e amoroso em poupar os primogênitos daquelas casas em que se celebrou a primeira Páscoa. Quem celebra a Páscoa hoje ainda sacrifica o cordeiro, ainda espera o Messias, mas para nós os cristãos, Cristo é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, o Messias que veio, viveu e morreu sendo ele o último sacrifício.


Não me preocupo muito quando algums cristãos dizem que vão se reunir para celebrar a Páscoa. Quando os cristãos dizem isso eles não estão afirmando que celebrarão a Páscoa do mesmo modo, e sob a mesma perspectiva com que os Judeus fazem isso. Os cristãos celebram aquilo que a Páscoa representava e da qual era tipo, ou seja, os cristãos celebram a morte do Cordeiro Pascal, que é Jesus, e sua maravilhosa e incomparável benção da ressurreição. Os cristãos celebram o fato de que pela morte e ressurreição de Jesus, que é o Agnus Dei (Cordeiro de Deus), um novo e vivo caminho se abriu diante deles em seu relacionamento com Deus. À semelhança de cada israelita no Egito, todo cristão, vivia morto em seus delitos e pecados, era escravizado pelo mundo, pela carne e pelo diabo, e estava totalmente alienado de qualquer possibilidade de intimidade com Deus, mas agora, pela morte de Jesus, que é a essência da Páscoa, o cristão pode orar, meditar nas Escrituras, adorar, sabendo que Deus o acolhe e o aceita, mesmo sendo ele um pecador.


Assim, prezado leitor, podemos sim comer muitos ovos de "Páscoa", principalmente para aqueles que gostam de chocolate como eu. Assim prezado leitor, podemos comemorar a ressurreição de Jesus, aquele que foi morto na Cruz, sepultado, mas ressuscitou dos mortos sendo as primícias dos que dormem. Com ele, morremos nós e com ele ressuscitamos nós para vivermos em novidade de vida e para aguardarmos, após atravessarmos os portais da eternidade, a nossa ressurreição literal, no mesmo corpo com que viemos a esse mundo, corpo agora ressurreto e glorificado, onde corrupção de nenhuma forma, quer seja moral ou física poderá ter poder sobre nós.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Do que o mundo precisa?


Recentemente ouvia uma música cuja letra dizia: "E o mundo precisa de uma celebração, de uma palavra de amor pra sarar o coração". 
Antes de tecer uma crítica, deixe me adiantar que reconheço o que há de correto por trás desta frase na letra da música. De fato há uma percepção, acertada, de que há algo errado no coração humano que carece de uma cura. A expressão cura das almas é mais que centenária. Ela, contudo, tinha uma conotação bem diferente na que tem hoje. Antes ela apontava para o trabalho pastoral, aquele que era preocupado em "curar", ou seja, cuidar das almas que estavam sob o pastor. A presença e necessidade da figura do pastor não se dá porque a igreja assim o diz ou quer; mas porque precisamos. Carecemos de cuidado, e aprouve a Deus fornecer pastores para o seu povo, fossem em forma de reis, profetas e sacerdotes, ou apóstolos no passado, como pastores no presente tempo. 

Reconheço também que a tristeza não é marca de cristianismo. Pelo contrário, a Escritura diz que "a alegria do Senhor é a nossa força" (Nm 8.10). O salmista canta alegremente a felicidade do convite para ir à casa de Deus (Sl 122.1; Cf. tb.: Gl 5.22). Muito poderia ser dito sobre isso, mas meu objetivo é outro. Meu objetivo é falar sobre a relação do que está errado com o coração humano, sua real necessidade e a proposta moderna do evangelicalismo para "sarar" o problema percebido.


A doença do coração é a idolatria, a rebeldia presente que leva o coração para longe de Deus, em direção daquilo que o desagrada, em direção ao Egito (Ez 14.3-5; At 7.39). Para curar a alma deste mal, a letra da música propõe que a necessidade do mundo seja de uma celebração, de uma festa. Permitam-me, humildemente, discordar.  O que mais o universo evangélico tem proporcionado para o mundo é justamente isso: celebração, festas e mais festas. Os cultos se tornaram shows, sendo chamados e reconhecidos assim ou não. As mensagens por vezes se confundem com a moda dos "Stand Up Comedy", só que sem graça (quem tem ouvidos para ouvir, ouça). Nos cultos não se fala mais de pecados. Embora haja em muitas igrejas um momento para o louvor, não há, contudo, uma para confissão de pecados. O que temos em abundância é "adoração", é celebração... louvorzão...


Do que o mundo realmente  precisa?
Levanto aqui a tese de que o que o mundo precisa é de uma confrontação, e esta é a palavra de amor verdadeira, e esta sim traz benefícios que curam o coração.
As pessoas pós-queda são, agora, "naturalmente" avessas à confrontação. Por isso a confissão de pecados foi deixada de lado. Em alguma medida, a consciência do erro, da inadequação diante de um Deus justo, puro e santo, foi substituída por uma espécie de inadequação social. Não estamos fundamental e espiritualmente errados, estamos só... fazendo errado. Não somos maus, somos... desajeitados. Não somos mais pecadores, somos só pobres, e Deus rapidamente dará um jeito nisso.
Quando lemos os evangelhos nos deparamos com um Jesus muito diferente daquele que vem sendo pregado, e por consequência cantado mundo evangélico à fora. Nos Evangelhos encontramos Jesus repreendendo severamente os pecados do povo e da liderança. Com destemor lhes aponta do dedo, não ameniza o discurso e confronta, em amor com o seu amor revelado em sua pessoa e obra (Mt 3.7; 23.3, 7; Lc 3.7;  13.4; etc...)
O fato terrível do qual não podemos fugir é este: somos pecadores desde o ventre materno (Sl 51.5). Somos por natureza filhos da ira de Deus (), e nossa maldade só não é maior porque Deus, em graça, nos refreia de sermos tão maus como poderíamos. O mundo precisa ser confrontado com sua maldade.
O outro fato, este amorável, do qual igualmente não podemos fugir é: Deus amou este mundo caído e perdido. De que maneira? Desta maneira: Enviando seu filho ao mundo (Jo 3.16). A maldade do mundo foi contrastada com o imenso amor de Deus revelado em Cristo Jesus. Deus revelou redenção ao que crer em Jesus conforme ele o é revelado a nós pelo registro inspirado de sua vida e obra, encontrando nos 4 evangelhos que compõe parte do Novo Testamento. O mundo precisa ser confrontado com o amor de Deus.

O que o acúmulo de festas produz?:

A nuvem de festas que invade o arraial evangélico só tem contribuído para o embotamento das papilas gustativas espirituais do povo de Deus. Deixe-me explicar: O povo de Deus está adquirindo um gosto através do tempo. Está se deliciando nas celebrações, mas não mais no Celebrado. Acreditam agora que Deus, movido talvez por sua imensa bondade e fraqueza de juízo, aceitará qualquer coisa feita por seus bem intencionados filhos, que revelam grande descuido e ignorância de sua vontade revelada (Notem o exemplo do passado: 2 Sm 6.6-8). 

O paladar espiritual do povo de Deus engrossou, tornou-se insensível. Os que agora se dizem povo de Deus não mais tem o seu prazer na lei do Senhor (Sl 1.2), antes, apavoram-se se alguém começar "o discurso" sobre a Escritura Sagrada e sua suficiência. Muito diferentes do profeta Ezequiel no passado, a Palavra de Deus deixou de parecer doce ao paladar para muitos evangélicos de nosso tempo (Ez.2.8-3.3)
Este fenômeno não é um privilégio da igreja moderna, infelizmente. Ele foi experimentado pelo povo de Deus no passado, mas esta atitude, a de amarem mais as festas de Deus do que a Deus mesmo, foi duramente "confrontado" pelos profetas. Exemplos vívidos podem ser encontrados em Isaías (Is 1.10-17; 29.13).
O evangelismo moderno fala muito mais do que Deus pode fazer para o seu bem-estar material do que das grandezas de Deus. Quase nada se houve do que Deus fez em Cristo para que a presença santa de Deus não nos consuma, e agora, tenhamos verdadeiro bem-estar com Deus (Rm 5.1).
O mundo vê os evangélicos festejando, irrompendo em shows e coisas que tais. As ruas são tomadas pela multidão dos festejantes cristãos. Mas qual é o resultado que estamos colhendo? O que nossa nação logrou de benefícios?

Como ser parte da solução?
Acredito firmemente que a única forma de trazer o consolo que o mundo necessita, de ser sal e luz, de fazer a diferença, de ser uma igreja relevante, de ser um instrumento de cura para as almas feridas de nosso tempo, seja a pregação fiel, profunda e piedosa das Escrituras Sagradas. 
Isto significa que não mexeremos na mensagem para que se acomodo ao paladar da platéia assistente, mas que será conforme o querer de Deus (Ez 2.4). O que o mundo precisa é de pastores que, para curar o povo que está sob seus cuidados, pregue como um arauto, e diga "Assim diz o Senhor". 
Para isso, precisamos de homens que se esmerem em conhecer os textos sagrados sobre os quais vão pregar. Que apresentem sermões exegeticamente corretos, doutrinariamente sadios, claro estruturalmente. Que sejam expositores do texto e não de suas ideias. 
Mas que ao fim tenham a coragem de confrontar o povo que está diante de si. Que tenha a ousadia de dizer o que precisa ser dito, sem ser rude, mas também sem ser "soft". Se você quer ser parte da solução, vai precisar:
1) Ser piedoso: Não adiante saber, é preciso saber como convém (1 Co 8.2). Sem amor e doçura nos lábios, a verdade mais bela é obliterada por nossa falta de jeito. Precisamos ministrar com amor do coração e nos lábios;
2) Ser estudioso: Você não pode falar de si, terá que falar da Bíblia. Mas como fazê-lo se não a conhece? E como a conhecer sem dispender horas e muito esforço para compreender o texto. Não gostar de estudar deixa de ser uma opção para quem quer ser parte da solução, mas uma escolha para quem quer ser parte do problema...
3) Ser corajoso: Você descobrirá verdades no texto sagrado que suscitará em seu coração temor. Este temor de homens não é santo. O temor do Senhor é o princípio do saber, qualquer outro é loucura. Para ser um instrumento nas mãos do redentor, você precisará de coragem. Não é de se estranhar que, conhecendo Deus que somos propensos a vacilar, encorajava seus servos dando-lhes a certeza de sua presença (Ez. 2.6; Ex 4.10-17), e para nós que vivemos outros tempos, nos encorajou através de seu filho da mesma forma (Mt 6.50; 28.20; Jo 16.33).
4) Ser submisso: Você terá também que falar tudo o que Deus mandou, e somente o que Deus mandou. A mensagem não é determinada por ninguém mais além do Senhor. Ser submisso significará ser fiel, fidedigno, veraz. O que pretendo dizer com este ponto está perfeitamente resumido no texto de Ezequiel, que diz "Eles, quer ouçam quer deixem de ouvir, porque são casa rebelde, hão de saber que esteve no meio deles um profeta" (Ez. 2.5).

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Creio em... DEUS!

As redes sociais nestas últimas semanas tem ajudado a tornar conhecido o sofrimento de irmãos cristãos que, ao redor do mundo, têm sidos presos, torturados e agredidos por causa de sua fé. Penso que tudo começou no dia em que aqueles cristãos, ainda neófitos, começaram de coração a recitar o credo sabendo o que ele realmente dizia. Não tenha esta afirmação por literal. O que estou dizendo é que o credo, em seu início, pode conter uma verdade que explica porque a intolerância religiosa, que acomete os cristãos perseguidos, continua intensa e continuará até que Cristo Jesus, o Senhor, retorne em glória e poder.

Credo é uma palavra latina, que significa "Eu creio". É assim que começa o Credo Apostólico, com uma asserveração que aponta para o âmago da fé, para aquilo que fundamenta a comovisão pessoal; e aquilo em que a pessoa deposita sua confiança, segurança e fonte de verdades absolutas. Dizer que crê em alguma coisa, alguém ou algo de maneira formal força o ouvinte a prestar atenção ao que será dito. De alguma forma, sabemos que quando alguém diz que acredita em algo, ela pode estar certa ou errada, ainda que o mundo insista no contrário, disso simplesmente sabemos...
No que se crê? Creio, sim... mas em quê?

O Credo apostólico prossegue obedecendo uma simples, porém profunda, estrutura organizacional: Obedece à estrutura trinitária. Sim, a trindade é a base sobre a qual o credo está alicerçado. Começando com a pessoa e obra de Deus o Pai, o credo pode ser interrompido antes mesmo desta revelação inicial básica e tácida no meio cristão: Deus ser nosso Pai. Algumas pessoas ficariam com seu raciocínio preso no que vem antes: Você crê em Deus?

Temos que asseverar, sem temor ou vergonha, que, sim, cremos em Deus! De fato, no que não cremos é em ateus. O ateu é uma aberração filosófica, uma impossibilidade pística, uma contradição ética.

Ser um ateu é dizer-se engajado numa luta que parece ser elegante, intelectualmente superior, evoluída. Mas de fato, se pararmos para pensar, o que é ser um ateu? E ser alguém comprometido em provar que alguém que não existe, não existe de fato! Mas, se não existe, por que provar? Por que não temos pessoas ferrenhamente defensoras que o "Laterna Verde" não existe? Mas quando se trata de Deus, o caso parece ser outro, não? 

Alguns dirão: Bom, ninguém matou, espoliou ou guerreou em nome do "Lanterna Verde", mas em nome de Deus sim! Pois bem, se a questão é séria, deve ser lidada como se séria fosse. E não há nada mais sério do que a condição em que o homem se encontra. Um bom resumo desta discussão pode ser encontrado nas palavras de John Piper, no seu mais recente livro "Pense", da editora Fiel. Ele diz: "Se a nossa desaprovação da existência de Deus é bastante forte, nossas faculdades sensoriais e nossas capacidade racionais não serão capazes de inferir que ele existe" (pág. 91).

O que acontece é que a pessoa não aprova a idéia de um Deus, que existe e está lá, presente. A existência de um Deus que criou todas as coisas implica diretamente em que ele seja a fonte derivadora de todas as coisas, inclusive da moral. Sendo assim, a não conformidade com qualquer parâmetro divino, implica em julgamente e desaprovação da parte dele. Observe que sempre ouvimos falar que em todo povo, e em qualquer tribo, por mais longínqua que seja, e por mais isolada que esteja, sempre há um tipo de culto, um ritual, algo que proponha uma religação com um deus. O que as estatística não dizem, mas que igualmente sabemos, e que se observarmos atentamente, é possível ver também que a sensação dos povos ditos pagãos e idólatras é que estas entidades divinas não estão propícias ao ser humano, antes, precisam ser apaziguadas com oferendas e ofertas mil.
A explicação nós já sabemos: o Sensus Divinitatis, conforme Calvino cunhou, a Sensação de que há uma Divindade é presente em todo coração humano. E de uma maneira tácita, não explicada, mas presente e real, sabemos que esta divindade que existe e está lá, está lá muito brava conosco.

Agora, diante da rebeldia de uma coração que não quer conceber a existêcia de um Deus irado, como pode esta mesma consciência sair em busca de Deus de maneira fidedigna, disposta a encontrá-lo. Em minha casa há uma "Guerra das escovas". Sendo eu o único homem da casa, escova para os cabelos é o que não falta. Entretanto, sendo eu o único homem, sei que a escova cheia de cabelo não é a minha, devido ao fato de ser eu o único possuidor de cabelos cujo cumprimento é curto. A solução do problema foi eu ter a minha escova, que sempre permanece "limpa". Quando as inúmeras escovas, por algums motivos desconhecido, somem, e minha esposa pede para que eu procure alguma escova de cabele, qualquer que seja, eu sei que a minha escova está na mira. E justamente por isso, quando saio para procurar, eu nunca acho uma escova disponível. Curiosamente, quando eu estou interessado em pentear o meu próprio cabelo, não me dou por satisfeito até achar alguma escova de cabelo que atenda aos meus interesses. Veja, com o ateu não é difente. Como ele não quer encontrar, ela sai à busca nos lugares em que instintivamente sabe que não encontrará, e facilmente chega à conclusão de que o não encontrado, não existe! 

As Escrituras estão cheias de alertas e convites voltados para esta questão. Achar a Deus não é cousa difícil num mundo criado por Ele mesmo: Buscai... e achareis... (Mateus 7.7); Buscai ao Senhor enquanto se pode achar... (Isaías 55.6); para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós (Atos 17:27); etc...

Crer em Deus, praticamente falando, significa saber três coisas fundamentais:
1 - Que Deus existe;
2 - Que o Deus que existe se revelou;
3 - Que o Deus que existe e se revelou foi por mim entendido.

De nada adiantaria sair em busca de um Deus não existe. Crer em Deus é saber, a priori, que há um Deus para ser buscado. Depois, que este Deus que existe está lá para ser achado. DE nada adiantaria sair à busca de um Deus que, embora existente, nãos e desse à conhecer. Deus se revelou à nós, e sua máxima revelação se encerra em seu Filho, Jesus Cristo, vindo ao mundo para nos salvor e revelar o pai. Mas este Deus que se revelou, precisava fazê-lo de uma maneira que nos fosse inteligível. E foi exatamente o que fez. Deus foi claro e nós o entendemos desde o dia em que ele nos falou. Adão e Eva entenderam perfeitamente as ordens que lhe foram dadas. Deus ordenou que tudo fosse escrito, e nós lemos e entendemos... O Deus que existe se revelou inteligivelmente. Evito usar o termo compreensível por crer que Deus é maior que a minha compreensão e supera os limites do meu entender, muito embora eu o entenda, não o compreendo.
Bom, esta história começou com uma reflexão sobre nossos irmaos perseguidos. Pois bem... vivemos num pais que caminha para a intolerância religiosa. Estamos à alguns metros da perseguição; e ainda não conseguimos valorizar a liberdade que temos em conhecer a este Deus. Nosso crentes precisam ser ensinados que dizer "eu creio em Deus..." traz implicações práticas. Que não é um simples vir à igreja num pais livre que nos faz cristãos. Crer em Deus pode implicar em assinar uma sentenção de morte, para o mundo, e um contrato de vida, com Deus. Que esta profissão de fé, a que muitos de nossos irmãos estão dispostos a dar suas próprias vidas, seja mais valorizada por nós, pastores, e por nossos irmãos, ovelhas do Senhor Jesus, sob o nosso cuidado.